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Brasil se despede dos orelhões: telefones públicos começam a ser removidos

  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

O ano de 2026 marca o fim de uma era nas comunicações no Brasil. A partir de janeiro, os tradicionais orelhõestelefones públicos que por décadas fizeram parte da paisagem urbana e se tornaram um símbolo nacional — começarão a ser retirados definitivamente das ruas de todo o país.


De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ainda existem cerca de 38 mil aparelhos espalhados pelo território nacional.


Quase indispensáveis no passado, os telefones públicos perderam espaço com a popularização dos celulares e o avanço das tecnologias móveis. A retirada definitiva ocorre agora porque, no ano passado, chegaram ao fim as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pela manutenção dos aparelhos: Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica.


Com o encerramento dos contratos, as operadoras deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos. Apesar disso, a extinção não será imediata em todos os locais. A partir de janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos já desativados. Os orelhões só deverão ser mantidos, de forma temporária, em cidades onde ainda não há cobertura de rede celular — e apenas até 2028.


Processo em andamento

O processo de retirada já vinha acontecendo gradualmente nos últimos anos. Dados da Anatel indicam que, em 2020, o Brasil ainda contava com cerca de 202 mil orelhões em funcionamento ou instalados nas ruas, número que vem caindo de forma acelerada.


Como contrapartida pela desativação do serviço, a Anatel determinou que as empresas redirecionem os recursos antes destinados aos telefones públicos para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, que hoje concentram a maior parte da comunicação no país.


Segundo a agência, mais de 33 mil orelhões ainda estão ativos, enquanto cerca de 4 mil permanecem em manutenção, à espera da retirada definitiva.


Com informações do G1


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