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Luto na música brasileira: morre Netinho, cantor do sucesso “Milla”, aos 60 anos

13 de out.
2 min de leitura

Cantor enfrentava um linfoma não Hodgkin, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, segundo a assesso


O cantor Netinho, do hit Mila, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador. Ele enfrentava um linfoma não Hodgkin, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, segundo comunicado publicado na conta oficial do artista (veja o post abaixo).


O músico estava internado há cerca de 13 dias no Hospital Aliança Star, após o retorno da doença, que voltou em maio deste ano de forma mais agressiva. Ele estava afastado das redes sociais para se dedicar à recuperação.


O linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que pode atingir diferentes partes do organismo. Os sinais e sintomas variam conforme a região afetada.


O diagnóstico foi anunciado pelo cantor em março de 2025, depois de uma internação provocada por fortes dores nas pernas. Desde então, ele dividiu com os fãs nas redes sociais etapas do tratamento e da recuperação.


Em comunicado publicado nas redes sociais, a assessoria definiu Netinho como um "artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador" e destacou a trajetória marcada pela música, pela alegria e pelo carisma.


Por desejo do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, restritos a familiares e amigos próximos. A assessoria pediu respeito à privacidade da família neste momento e agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade recebidas. A data não foi informada.


Em 1988, estreou como vocalista da Banda Beijo no Carnaval de Salvador e ganhou projeção com o hit Beijo na Boca. Em 1993, começou a carreira solo. Três anos depois, lançou Mila, música que se tornou um dos maiores sucessos do axé music e marcou sua trajetória.


O cantor ganhou projeção nacional e levou o gênero a outros países, com apresentações na Itália e no Chile. Também investiu no mercado musical como empresário: abriu um estúdio de gravação e mixagem no Rio de Janeiro, que recebeu artistas como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz, e criou um selo para lançar novos talentos baianos.


Entre 1997 e 2003, foi casado com a jornalista Mariana Trindade, com quem teve uma filha, Bruna Trindade.

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